Ministério Público pede prisão de 6 pessoas por morte de vereador eleito em Niterói

Lúcio Diniz Araújo, o Lúcio do Nevada, foi morto após as eleições de 2012. 
Segundo a Justiça, o vereador Carlos Alberto de Macedo é o mandante do crime.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou e pediu a prisão preventiva de seis pessoas suspeitas de assassinar o vereador Lúcio Diniz Araújo Martelo, conhecido como Lúcio do Nevada, eleito na cidade de Niterói em 2012. O crime aconteceu no dia 25 de outubro do ano passado, após as eleições municipais. Segundo a denúncia, a execução foi motivada por questões políticas.

Segundo a denúncia, o assassinato de Lucio foi motivado por questões políticas. (Foto: Divulgação/PRP)
Segundo a denúncia, o assassinato de Lucio foi motivado por questões políticas.
(Foto: Divulgação/PRP)

Segundo o MPRJ, os acusados são: Carlos Alberto de Macedo, vereador eleito em Niterói; a chefe de gabinete, Mariana Soares Queiroz; os policiais militares Jair Martins de Souza Neto e Damião Washington da Silva Ferreira; o segurança José Carlos Alves de Azevedo; e Marco Antonio Titoneli Barbosa. Eles devem responder por homicídio qualificado (motivo torpe e fútil) e formação de quadrilha.

Marco Antônio Titoneli, de 38 anos, foi preso no dia 14 de março, na casa da tia em Leopoldina, na Zona da Mata mineira, e já tinha uma condenação por homicídio. Ele e José Carlos Alves de Azevedo seriam integrantes de um grupo extermínio em Magé, no estado do Rio de Janeiro. Titoneli é suspeito de matar mais nove pessoas.

De acordo com a denúncia da 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, da 2ª Central de Inquéritos (Niterói-São Gonçalo), Carlos Alberto, Mariana, Damião e Jair cometiam crimes contra a administração pública, em especial os de corrupção, peculato e falsidade ideológica.

“Os crimes praticados pela quadrilha motivaram a morte de Lúcio do Nevada. Deixando de assumir a cadeira de vereador, Macedo teria todo o esquema de corrupção descoberto, e deixaria de se beneficiar, e aos demais quadrilheiros, das vantagens ilícitas”, narra um trecho da denúncia.    

Segundo o documento, Carlos Macedo foi o mandante do crime, “autor intelectual e, desde logo, principal suspeito apontado pela população niteroiense”. Mariana Soares, braço-direito de Macedo, contratou os PMs, que encomendaram a morte do vereador a dois executores, Titoneli e outro ainda não identificado, do Município de Magé.

O vereador Lúcio Diniz  foi baleado dentro do carro em Niterói. Diniz era empresário do setor naval e tinha sido eleito pela primeira vez.

Com informações: G1

Redação Maricá Info

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