Delegada diz que jovens mortos em chacina em Maricá não tinham envolvimento com crime

Principal suspeita é que vítimas foram mortas por um grupo miliciano da região

Na manhã desta segunda-feira (26), a Delegada Titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, Bárbara Lomba, disse que os jovens mortos na chacina que ocorreu na madrugada do último domingo (25), não tinham envolvimento com qualquer atividade criminosa.

Segundo a linha de investigação, os jovens foram mortos em uma ação da milícia local. Eles estavam com os corpos perfilados e foram assassinados com tiros de pistola calibre 380. Os corpos foram liberados para o IML (Instituto Médico Legal) e a perícia já foi concluída. Um dos jovens será sepultado na cidade de Magé e outro na capital do Rio.

Os sepultamentos feitos em Maricá serão pagos pela prefeitura. Os familiares das vítimas não quiseram falar com a reportagem.

Sávio de Oliveira Vitipó, 19, Mateus Bitencourt da Silva, 18, e os menores Patrick Silva Diniz, Matheus Barauna dos Santos e Marcus Jonathas voltavam de um show no Centro de Maricá quando foram abordados na área de convivência do residencial Carlos Marighela, do ‘Minha Casa, Minha Vida’ de Itaipuaçu, perfilados um a um e assassinados com tiros a queima roupa.

Investigação

As investigações apontam que homens armados possam ter vindo em um carro e abordado os jovens, já que todos foram mortos com tiros na cabeça. Segundo a delegada responsável pelo caso, há a hipótese do consumo de drogas ou que eles propagavam nas músicas que faziam alguma ideia que desagradasse a esses grupos (milícia).

Redação Maricá Info

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