Início Notícias de Maricá Milícia matou jovens em Maricá para “impor medo” nos moradores do MCMV...

Milícia matou jovens em Maricá para “impor medo” nos moradores do MCMV em Itaipuaçu

Cinco jovens foram mortos em chacina no residencial Carlos Marighella, do MCMV em Itaipuaçu.

Os três milicianos presos nesta segunda-feira (9) por suspeita de homicídio contra os cinco jovens em um condomínio de Maricá, no Rio de Janeiro, em 25 de março, teriam cometido o crime por uma simples “imposição de medo” aos moradores da localidade. A informação é da delegada que chefiou a investigação, Bárbara Lomba.

Entre os detidos está João Paulo Firmino, identificado como autor dos disparos que mataram as vítimas. Os cinco adolescentes foram assassinados em uma área de convivência de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida. Eles são: Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonattan e Patrick da Silva. Todos tinham entre 16 e 20 anos e não tinham qualquer envolvimento com atividades criminosas, segundo a Polícia Civil. Os jovens participavam de um projeto social ligado à cultura do rap e davam aulas para crianças.

Eles voltavam de um show do cantor Projota quando foram assassinados a tiros dentro do condomínio. A delegada, titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, explicou que os detalhes da cena do crime e as circunstâncias do caso indicam que o grupo paramilitar desejava amedrontar os moradores. “Uma motivação clara de atuação de milícia. Eles podem ter suspeitado que um daqueles jovens estava envolvido em em algum ato infracional ou algum crime. Ou por não querer que haja reunião de jovens em certos horários”, explicou Bárbara.

“É imposição de medo”, resumiu. A Polícia Civil cumpriu nesta segunda três mandados de prisão e três ordens de busca de apreensão em Maricá. Nenhum dos detidos era policial, de acordo com a delegada. Porém, a apuração indica que a milícia atuante em Maricá é chefiada por um policial militar seria do 7º BPM, sediado no município vizinho, São Gonçalo. Ele e um outro colega do mesmo batalhão, também suspeito de integrar o grupo, estão sendo investigados Três milicianos presos nesta segundafeira (9) por suspeita de homicídio contra cinco jovens em um Na versão da delegada, ainda é necessário coletar provas para que sejam expedidos mandados contra os PMs. O inquérito deve ser concluído em até 30 dias.

Apenas um suspeito atirou Bárbara afirmou ainda que apenas o suspeito João Paulo Firmino efetuou disparos contra as vítimas. Os outros dois detidos fariam parte da milícia, explicou ela, mas a participação deles na cena do crime não foi verificada. Eles foram identificados como Flávio Ferreira Martins e Jefferson Morais Ramos. “Uma pessoa só disparou contra a cabeça dos meninos e não há comprovação da presença de outras pessoas no local imediato. Certamente há pessoas envolvidas em termos de autoria intelectual. Há outros inquéritos na DH em andamento.” A delegada disse que a milícia atuante em Maricá não possui uma nomenclatura e atua pelo menos desde 2015.

Além dos dois PMs, é possível, de acordo com os resultados da investigação, que traficantes de drogas façam parte da organização criminosa. O grupo paramilitar seria conhecido por escrever a letra “W” nas paredes do condomínio, mas ainda não há um padrão de identidade que tenha sido constatado pela polícia. Bárbara explicou que a equipe da DH de Niterói e São Gonçalo precisou conversar “informalmente” com moradores do condomínio, pois há “dificuldade para conseguir testemunhas formais nesse tipo de caso”. ‘Milícia e tráfico se confundem’ O subchefe operacional da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, afirmou que “milícia e tráfico já estão praticamente se confundindo” e que a “forma de atuar um e de outro é bastante semelhante”. A Ele comentou a prisão de 142 pessoas suspeitas de participarem da maior milícia do Estado, no sábado (7), durante uma festa em um sítio em Santa Cruz, na zona oeste carioca. A comemoração havia sido organizada pelo grupo conhecido como “Liga da Justiça”.

Na ocasião, sete menores foram apreendidos. Ribeiro disse que as prisões de sábado indicam que as milícias têm “cada vez mais pessoas de origem não policial”, diferentemente do que era observado no histórico de formação desses grupos paramilitares. Entre os detidos estavam dois soldados do Exército, um da Aeronáutica e um bombeiro militar. “Hoje tanto a milícia como o tráfico de entorpecentes têm características muito semelhantes. Tem sido demonstrado ao longo do tempo, e as prisões de sábado são um indicativo a mais, que há miliciano participando de roubo, de tráfico de drogas. Tem traficante cobrando botijão de gás, gatonet [sinal clandestino de TV por assinatura]… As milícias têm cada vez mais pessoas de origem não policial.

É uma característica que nós temos identificado.”condomínio de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 25 de março, teriam cometido o crime por uma simples “imposição de medo” aos moradores da localidade. A informação é da delegada que chefiou a investigação, Bárbara Lomba. Entre os detidos está João Paulo Firmino, identificado como autor dos disparos que mataram as vítimas. Os cinco adolescentes foram assassinados em uma área de convivência de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida. Eles são: Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonattan e Patrick da Silva. Todos tinham entre 16 e 20 anos e não tinham qualquer envolvimento com atividades criminosas, segundo a Polícia Civil.

Os jovens participavam de um projeto social ligado à cultura do rap e davam aulas para crianças. Eles voltavam de um show do cantor Projota quando foram assassinados a tiros dentro do condomínio. A delegada, titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, explicou que os detalhes da cena do crime e as circunstâncias do caso indicam que o grupo paramilitar desejava amedrontar os moradores. “Uma motivação clara de atuação de milícia. Eles podem ter suspeitado que um daqueles jovens estava envolvido em em algum ato infracional ou algum crime. Ou por não querer que haja reunião de jovens em certos horários”, explicou Bárbara. “É imposição de medo”, resumiu.

A Polícia Civil cumpriu nesta segunda três mandados de prisão e três ordens de busca de apreensão em Maricá. Nenhum dos detidos era policial, de acordo com a delegada. Porém, a apuração indica que a milícia atuante em Maricá é chefiada por um policial militar seria do 7º BPM, sediado no município vizinho, São Gonçalo. Ele e um outro colega do mesmo batalhão, também suspeito de integrar o grupo, estão sendo investigados.

Matéria: Hanrrikson de Andrade / UOL

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Favor colocar seu nome aqui