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Maricá Surf: Êxito de evento em Ponta Negra pode trazer outras disputas

(foto: João Henrique / Maricá Info)

O sucesso do Maricá Surf 2018 Pro Am pode levar novos torneios para as ondas de Ponta Negra. O prognóstico é do secretário municipal de Esportes, Filipe Bittencourt. Segundo ele, já começaram as conversas para que uma etapa do circuito brasileiro seja disputada em águas maricaenses. Após os quatro dias de disputa em categorias profissionais e amadoras, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) avaliou como excelente o maior evento organizado pela entidade este ano no estado.

O presidente da Federação, Guilherme Aguiar, elogiou o suporte oferecido pela prefeitura e disse que há boas chances de o torneio do fim de semana retornar em 2019. “Num evento deste tamanho, metade depende da natureza e metade de quem organiza, e no que dependeu do governo municipal deu tudo muito certo e surpreendeu pela estrutura montada. Esperamos que as obras do recife artificial da Barra de Maricá se realizem em pouco tempo mas, se depender de nós, teremos mais aqui no que vem”, garantiu Aguiar, alertando que é preciso também fortalecer a associação dos surfistas da cidade.

Filipe Bittencourt, por sua vez, disse pouco antes que o incentivo aos praticantes locais da modalidade já é algo que está no radar da Secretaria de Esportes. “Queremos que saiam campeões daqui também e que venham cada vez mais etapas de circuitos importantes, como o brasileiro, que é nossa próxima meta”, projetou o secretário, após a premiação final nas areias de Ponta Negra. “A meta de agora nós cumprimos, que era mostrar nossas praias e que temos condições de organizar um evento desse porte”, disse ele.

Após as decisões dos níveis profissionais ocorridas na sexta-feira (27/07), o último fim de semana do Maricá Surf foi dedicado às categorias amadoras. Com apenas 15 anos, a carioca Julia Duarte é a campeã da categoria feminino mirim do torneio, que teve espaço também para a inclusão. Pablo Santos, de 40 anos, venceu a categoria Surdos, para surfistas com esse tipo de deficiência. Acostumado com ondas grandes, ele teve a ajuda de uma intérprete para dizer que é mais difícil dropar (descer a onda) as menores como as de Ponta Negra, mas afirmou que gostou do mar calmo e da organização.

Na penúltima categoria do sábado (28), a infantil, o cearense Lucas Bezerra obteve a maior nota de todo o torneio, um 9 – em que igualou a campeã feminina do dia anterior, Anne dos Santos. Aos 16 anos, ele considerou bom o nível dos competidores e deu parabéns aos organizadores do evento pela estrutura. “Altas ondas nessa praia, e foi difícil para ganhar dessa turma na água”, garantiu. Ironicamente, foi a categoria ‘Open’ que fechou o dia de disputas do Maricá Surf 2018 Pro Am, vencida pelo carioca Bernardo Bordowski, de 16 anos. Em sua primeira vez na cidade, ele notou semelhanças de Ponta Negra com a praia do Arpoador, onde costuma dropar (descer a onda). “A esquerda daqui é muito boa, parecida com a que tem lá”, disse ele.

Já o último dia de competições, dedicado à novíssima geração do esporte, consagrou o baiano Rayan Fadul, que tem apenas 12 anos e veio da cidade de Itacaré. Depois de vencer no sábado na categoria iniciante, o pequeno surfista faturou no domingo também a categoria infantil. Ao lado pai e da madrasta, ele conta que alcançou a meta estabelecida. “Agora é chegar ao circuito mundial”, projeta o jovem craque, que veio a poucos meses para o Rio com a família. “Abdiquei de tudo lá onde a gente morava para que ele se aprimorasse, e meu filho mostra muita disciplina nos treinos. O resultado é esse”, orgulha-se o ‘shaper’ Dane Fadul, de 37 anos, com a esposa, a empresária Cassiana Martins, de 35 anos. ‘Além de uma vitória atrás da outra, o Rayan é uma menino com muita energia positiva e isso atrai coisas boas para ele”.

O segundo título de Rayan Fadul foi o último de todo o torneio. Antes dele, o carioca Nathan Hereda, de apenas 10 anos, venceu na categoria Petiz. “As ondas de Ponta Negra são de excelente qualidade”, sentenciou ele. No infantil feminino, Luana Paes foi a grande campeã. Acostumada com as ondas da lendária praia de Itaúna, em Saquarema, a menina mal conseguia falar após sua vitória na bateria final. “Tô feliz demais, é muita emoção”, dizia ela.

Confira os campeões de cada categoria do Maricá Surf 2018 Pro Am:

Profissional Mascuilino: Leandro Bastos

Profissional Feminino: Anne dos Santos

Surdos: Pablo Santos

Iniciante: Rayan Fadul

Mirim Feminino: Júlia Duarte

Mirim: Lucas Bezerra

Open: Bernardo Bordowski

Petiz: Nathan Hereda

Infantil Feminino: Luana Paes

Categoria Infantil: Rayan Fadul

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