Início Meio Ambiente Moradores, associações e ambientalistas querem Geoparque em Jaconé

Moradores, associações e ambientalistas querem Geoparque em Jaconé

Beachrock de Jaconé, um dos locais que estaria dentro do Geoparque. Porto colocaria em risco vestígios históricos.

Da redação | João Henrique – Após a decisão da justiça de tornar inconstitucional a lei que alterava o plano diretor da cidade nesta terça-feira (26), moradores de Maricá e Saquarema, surfistas e ativistas ambientais, enviaram por email o desejo de ver na área, um Geoparque.

Geoparque, segundo a definição  da UNESCO, é “um território de limites bem definidos com uma área suficientemente grande para servir de apoio ao desenvolvimento socioeconômico local”. Jaconé seria um desses territórios. As ‘beachrocks’ da área de Jaconé (que vai até São Francisco do Itabapoana) são as únicas evidências científicas de que os continentes da America do Sul e da África foram um dia, um só continente. O projeto do geoparque vem ganhando apoio de várias personalidades nacionais e internacionais, como o professsor Ildeu Moreira, do Ministério de Ciência e Tecnologia, e do tataraneto do naturalista Charles Darwin, Randal Keynes, que se dispôs a assinar uma carta de apoio ao Geoparque e ao tombamento da Fazenda Campos Novos, onde Darwin pernoitou em 1832, durante sua histórica viagem ao Rio de Janeiro.

Beachrock de Jaconé, um dos locais que estaria dentro do Geoparque.
Beachrock de Jaconé, um dos locais que estaria dentro do Geoparque.

“Um geoparque não é uma unidade de conservação nem uma nova categoria de área protegida”, explica Kátia Mansur, coordenadora do Projeto Geoparques, que também coordenou os projetos “Caminhos Geológicos” e “Caminhos de Darwin”.

A importância histórica e cultural é evidente. Com o passar dos anos e com as pesquisas arqueológicas, foram descobertos seixos e calhaus de beachrock nos sambaquis da Beirada e da Moa, em Saquarema, mostrando que esse material era usado pelo homem pré-histórico há mais de 4000 anos.

Segundo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o local é um patrimônio geológico do tipo geomorfológico, sedimentar, paleoambiental, petrológico e estratigráfico, além de arqueológico e contextualizado na história da ciência.

Se aprovado pela UNESCO, o Geoparque Costões e Lagunas será o segundo Geoparque do Brasil.

Área onde seria instalado o porto do pré-sal. (Foto: Divulgação)
Área onde seria instalado o porto do pré-sal. (Foto: Divulgação)

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