Campo do Verdão está ameaçado de despejo em Inoã – Maricá

Campo do verdão, em Inoã, está ameaçado de despejo. (Imagem: GSV)

Da redação | Diogo Reis – São 31 anos de muito trabalho em prol da comunidade, dezenas de vitórias e derrotas marcam a história do Clube Verdão de Inoã que se encontra ameaçado de encerrar suas atividades devido a uma permuta envolvendo o terreno onde hoje esta situada a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

A UPA de Inoã foi construída em uma área particular sem antes passar por um processo de desapropriação e indenização. A prefeitura se comprometeu em Juízo a ceder outra área onde hoje está o Verdão Esporte Clube. Nem Diretoria nem a Comunidade foram previamente consultadas a respeito da permuta e a prefeitura também não ofereceu outra área para o clube continuar desenvolvendo suas atividades.

Campo do verdão, em Inoã, está ameaçado de despejo. (Imagem: GSV)
Campo do verdão, em Inoã, está ameaçado de despejo. (Imagem: GSV)

Nestes 31 anos o Verdão deu muitas alegrias ao moradores de Inoã e conquistou varias vezes a taça da cidade, levou o nome do município a dezenas de jogos, torneios e campeonatos que disputou inclusive em outros estados, foi o primeiro clube do 3º distrito a disputar a 3ª divisão do campeonato estadual onde obteve excelente resultado. O Clube revelou jogadores de destaque que atuaram em times importantes do Brasil e do exterior como no Vasco, Botafogo e o Nack, da Holanda.

Atualmente o Verdão Esporte Clube tem se destacado nas categorias de base, são 120 crianças e adolescentes com idades entre 7 a 19 anos que não pagam nada para treinar. O projeto social não recebe nenhum patrocínio institucional, conta com ajuda da própria comunidade para se manter a renda e é complementada com os torneios, bingos e festas que o Clube organiza. Por ser espaço público o campo fica disponível para os peladeiros que sempre se reúnem todas as tardes para bater uma bolinha depois do trabalho.

O Presidente do clube Jorginho de Inoã afirma que não usa o Verdão Esporte Clube para ganho político, recusou varias vezes a utilização do espaço para promoção pessoal de políticos tradicionais da cidade e por isso vem sofrendo retaliações e perseguições.

“O Clube é a minha vida. Meu pai vinha pra cá retirar capim e eu e meus irmãos fomos criados jogando bola aqui. Não sou eu apenas que vai perder, mas toda a comunidade. Para onde vão estas crianças? Nos outros clubes elas vão ter que pagar, aqui não cobramos nada pois quero vê-las brilhando no futebol e na vida.” Disse Jorginho.

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