Início Notícias de Maricá Dengue: Maricá vive alerta de epidemia da doença

Dengue: Maricá vive alerta de epidemia da doença

Aedes Aegyti, mosquito transmissor da dengue.

O número de caso de pessoas com suspeita de Dengue em Maricá vêm aumentando a cada dia. A Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Maricá, Fernanda Spitz, afirmou em entrevista à imprensa que ainda não se pode falar em epidemia, mas que os postos de saúde da cidade e o hospital estão aptos a realizar o diagnóstico da doença.

De acordo com Fernanda, só está com epidemia de uma doença o município que a cada 100 mil habitantes, 300 apresentam sintomas da doença, e de acordo com ela, Maricá não chegou a esse nível.

Aedes Aegyti, mosquito transmissor da dengue.
Aedes Aegyti, mosquito transmissor da dengue.

Não há agentes nas ruas e as moto-fogs nunca chegaram a ser usadas no combate à doença.

O vereador Robson Dutra (PMDB) cobrou na última quarta-feira (7) o relatório da Sucam (Superintendências de Campanhas de Saúde Pública) sobre a Dengue no município.

Melhor medida é a prevenção

A melhor medida para o controle da doença é a prevenção. Não deixando água parada em vasos de plantas, garrafas, pneus, piscinas e caixas d’água.

Sintomas

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.
a) Dengue clássica
Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.
b) Dengue hemorrágica

Vários pacientes estão com suspeita de dengue na UPA de Inoã.
Vários pacientes estão com suspeita de dengue na UPA de Inoã.

As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
c) Síndrome do choque associado à dengue
O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural. As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza da dengue é laboratorial. Pode ser obtido por isolamento direto do vírus no sangue nos 3 a 5 dias iniciais da doença ou por exames de sangue para detectar anticorpos contra o vírus (testes sorológicos).
A prova do laço está indicada nos casos com suspeita de dengue, porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas.
Vacina
Uma vacina contra os quatro tipos da dengue, desenvolvida a partir de uma cepa do vírus vivo, geneticamente modificado, está sendo testada em humanos. Até o momento os voluntários não apresentaram reações adversas.
Tratamento
Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue. Tomar muito líquido para evitar desidratação e utilizar medicamentos para baixar a febre e analgésicos são as medidas de rotina para aliviar os sintomas.
Pacientes com dengue, ou com suspeita da doença, precisam de assistência médica. Sob nenhum pretexto, devem recorrer à automedicação, pois jamais podem usar antitérmicos que contenham ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc.), nem anti-inflamatórios (Voltaren, diclofenaco de sódio, Scaflan), que interferem no processo de coagulação do sangue.

1 COMENTÁRIO

  1. tambem pudera, aqui mesmo no campo de futebol royal na mumbuca existem duas caixas d”agua abertas e cheias de agua, tambem sem boia jorrando agua fora. E a dengue. Ninguem toma providencia.

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