Prefeito de Maricá, Quaquá sonha com a 'moeda Mumbuca' há anos.

Em uma ‘audiência pública’ realizada no final da tarde desta quinta-feira (18), a Prefeitura de Maricá anunciou a criação da moeda social Mumbuca, que segundo os idealizadores, irá aquecer a economia da cidade, que teve uma redução neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, visto que a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços) caiu.

Uma lei será criada e a moeda passará a circular na cidade como uma alternativa ao Real. O secretário de Direitos Humanos, Miguel Moraes, explicou os detalhes da moeda. Esclareceu, por exemplo, que cada “mumbuca” valerá um Real (R$1,00) e que a nova moeda não será obrigatória, mas uma opção para incrementar o comércio da cidade. E ressaltou que a sociedade civil, através de um conselho, terá participação ativa no projeto.

Moeda Mumbuca terá circulação apenas em Maricá.
Moeda Mumbuca terá circulação apenas em Maricá.

Linha de crédito para micro e pequenos negócios

Além de movimentar a economia com a circulação das “mumbucas”, o projeto prevê a criação de um banco popular que, entre outras atribuições, disponibilizará linhas de crédito de até R$ 15 mil para pescadores, agricultores, comerciantes e todos os micro e pequenos empresários da cidade. “Esse dinheiro poderá fortalecer, por exemplo, o trabalho das tapeceiras do Espraiado [localidade rural de Maricá conhecida pela arte da tapeçaria] ou dos pescadores de Zacarias. São exemplos concretos de grupos que poderão ser beneficiados”, ressaltou o secretário de Direitos Humanos.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Lourival Casula, a criação da moeda terá impactos positivos no crescimento socioeconômico de Maricá. “É imprescindível a parceria com a associação comercial e com a CDL para estimular a circulação da moeda nos estabelecimentos de toda cidade”, declarou, ressaltando que a prefeitura irá injetar os recursos que está recebendo de impostos em prol das famílias mais carentes”.

Famílias em risco social receberão 100 mumbucas por mês

No projeto apresentado pela Prefeitura de Maricá, há um instrumento inédito no país entre os modelos de moeda social existentes. O governo municipal vai complementar a renda de famílias que estão abaixo da linha da pobreza. Por mês, essas famílias receberão um benefício de 100 mumbucas (o que equivale a R$ 100). Como há famílias na cidade que ainda não estão incluídas no “Bolsa Família”, do Governo Federal, as mumbucas serão aliadas no combate à pobreza extrema. Os beneficiados serão cadastrados com base nos dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

O Presidente da Câmara Legislativa, vereador Fabiano Horta, acompanhou a audiência e lembrou que em 2011 um projeto sobre o mesmo tema chegou a ser apresentado pela prefeitura, mas que o cenário político da época não permitiu a discussão do assunto pelos vereadores. “No passado, o cenário era conflituoso e hostil, o que encobriu a natureza explicativa do projeto. Hoje, temos a oportunidade de avaliarmos o quanto a economia e o comércio local serão beneficiados”, explicou Fabiano Horta, que aproveitou para dizer que a Câmara irá apreciar o projeto assim que o texto final chegar à casa legislativa.

Fundo Municipal

A formatação do projeto está sendo acompanhada por diversas áreas do governo municipal, entre elas a Procuradoria Municipal e as secretarias de Direitos Humanos, Fazenda, Trabalho, Assistência Social e Desenvolvimento Econômico.

Quaquá sonha com a 'moeda Mumbuca' há anos.
Quaquá sonha com a ‘moeda Mumbuca’ há anos.

Entre os detalhes do modelo proposto está a criação de um Fundo Municipal para subsidiar o projeto. O fundo receberá recursos do Orçamento Municipal e de bancos e empresas públicas ou privadas – com quem a Prefeitura de Maricá firmará acordos. Com o dinheiro do fundo, que será gerido por um conselho com a participação da sociedade, um banco independente (que não será administrado pela Prefeitura) fará a moeda circular, seja através de financiamentos, seja através da simples troca de reais pelas “mumbucas”.

– “Além de recursos do orçamento municipal, temos a alternativa de abastecer o fundo com parte dos recursos dos royalties do petróleo. Mas é importante dizer que a aplicação final do dinheiro não será determinada pela prefeitura”, esclareceu o secretário Miguel Moraes.

A mesa da audiência pública foi composta pelos secretários municipais de Direitos Humanos (Miguel Moraes), Desenvolvimento Econômico (Lourival Casula), Cultura (Sérgio Mesquita), Transporte (Leandro Costa), Pesca (Rubem Pereira) e Turismo (Amaury Vicente), além da procuradora geral (Maria Inez Pucello), da subsecretária de Trabalho (Patrícia Villela), do presidente da Câmara de Vereadores (Fabiano Horta) e do presidente da Federação das Associações de Moradores de Maricá (Eduardo de Souza).

1 comentário

  1. simplismente esta palhaçada ja está aprovada pq todos os vereadores comem no mesmo prato do prefeito eu acho q vcs tinham q está preoculpar com nossos bairros cheio de buracos,matos é pq as ruas do loteamento parque vera cruz estão como um trilho de tanto mato iluminação precaria vcs em vez de inventarem moda olhem para o povo carente e sofrido desta cidade vcs são uma vergonha !!!!!!!!!!!!!

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