Maricá: Ninho de Tartaruga é monitorado diariamente

Local foi demarcado e cercado. (foto: João Henrique / Maricá Info)

A praia de Barra de Zacarias recebeu no dia 26 de dezembro a primeira desova de Tartaruga Marinha, da espécie Cabeçuca (Caretta caretta), ameaçada de extinção, e desde então pesquisadores dos projetos federais Aruanã e Tamar monitoram o ninho.

O trabalho de monitoramento diário começou na terça-feira (29/12) com o apoio da Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente. Após ter enterrado os ovos, o animal foi visto voltando ao mar por pescadores da área, que fotografaram o fato e o comunicaram à Secretaria Adjunta de Ambiente.

Uma equipe de biólogos mapeou o local e fez medições e cálculos sobre o tempo de eclosão dos ovos. “O animal possivelmente está em final de idade reprodutiva”, avaliou o biólogo Cadu Amorim. “A vida de uma tartaruga marinha está entre 80 e 100 anos. É necessário o monitoramento dos ovos, até a eclosão e a ida dos filhotes para a água”, acrescenta. “O percentual de sobreviventes é mínimo, pois os riscos são grandes, desde o nascimento”, completou.

Segundo a bióloga Suzana Guimarães, coordenadora técnica do projeto Aruanã, o tempo para que as tartaruguinhas eclodam é de 45 a 60 dias. “Achamos que esta tenha sido uma de suas últimas posturas na temporada de desova, razão porque saiu um pouco de sua rota”, analisou. “A tartaruga marinha retorna ao lugar de sua última desova, motivo porque esta pode até retornar. De qualquer forma, voltaremos sábado para transferência do ninho, devido à tábua de marés, que prevê preamar de até dois metros no domingo”, disse.

A operação foi acompanhada por pescadores de Barra de Zacarias e suas famílias. Luiz Carlos de Matos foi o primeiro a ver o animal, às 5h do domingo (27/12). “Ela havia terminado de desovar e já estava indo embora. Acompanhei seu trajeto até o mar”, comentou ele, que se dispôs a também acompanhar o processo de amadurecimento dos ovos, até sua eclosão. Almir Luís da Costa, 50 anos, é outro dos pescadores que se dispôs a “vigiar” o ninho até a volta dos pesquisadores. “Felizmente, a mentalidade hoje, da maioria, é de preservação, mas ainda há quem tente prejudicar a natureza. Nós pescadores, sempre optamos pela conservação do ambiente, até porque nossa sobrevivência depende dele”, disse.

Veja o vídeo:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here