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Ondas de Ponta Negra são elogiadas por surfistas profissionais durante campeonato de surf em Maricá

Os surfistas profissionais participantes do primeiro dia do Maricá Surf Pro/AM, nesta quinta-feira (18/7) e, que seguirá até o domingo dia 21/7, elogiaram as condições das ondas e as águas cristalinas de Ponta Negra. Organizado pela Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro (Feserj), em parceria com a Prefeitura por meio da secretaria de Esportes e Lazer, a competição, que marca a estreia do Circuito Profissional do Rio de Janeiro deste ano, reúne ao todo 160 atletas: 80 atletas profissionais (64 na categoria masculina e 16 na feminina) e 80 amadores.

Os irmãos argentinos Mariano Arreyes, de 28 anos, Giuliano Arreyes, de 27 anos, e Facundo Arreyes, conhecido como Cuti, de 22 anos, que moram em Búzios e estão acostumados com o mar de Geribá, participam do evento em Maricá pela primeira vez. “Irado. Esse mar está nos proporcionando altas ondas e excelentes manobras. Estou empolgado demais em conhecer esse paraíso”, disse Giuliano. Já Mariano comparou o mar de Ponta Negra com o de Copacabana, Ipanema e São Conrado. “Considero parecido com esses lugares que são os meus favoritos por ter ondas fortes e de águas cristalinas, parecidas com a do Caribe. Sensacional”, disse Mariano, que está na categoria profissional há mais de dez anos. O caçula Cuti disse que o surf está na veia da família e que encontrou nas ondas o caminho e o estilo de vida. “Por admiração, desde os quatro anos, segui os passos dos meus irmãos e, hoje, estou aqui, acima de tudo, para me divertir. Não estou preocupado em vencer ou pontuar. Estamos levando o nome da nossa família pelos campeonatos e Maricá está nos brindando com um sol incrível e ondas perfeitas”, destacou.

Renan Pulga, de 20 anos, de Camburi, no litoral norte de São Paulo, se surpreendeu com as ondas de Ponta Negra. “São fortes que nos permite manobras perfeitas. Espero alcançar excelentes resultados e não decepcionar esse público que mesmo com frio vem nos prestigiar”, disse o surfista que, há três anos, está na categoria profissional e já competiu na Califórnia e na Carolina do Norte. Já tendo vencido a etapa WQS (divisão de acesso para o Circuito Mundial), Renan disse que essa competição é fundamental para manter o ritmo e também para pontuar para o circuito brasileiro.

Com apenas 17 anos, Daniel Templar é considerado o garoto prodígio de Saquarema. Morador de Itaúna, Daniel já conhecia as ondas de Ponta Negra. “É uma honra participar de um campeonato pertinho de casa, num mar desses, ter ondas potentes demais e poder disputar com nomes como Raoni Monteiro. O legal é poder dar oportunidade para os atletas competirem de forma profissional perto de casa”, disse o atleta que, das quatro etapas do Pro-Junior Sul-Americano, conquistou o terceiro lugar.

Os dois primeiros dias do campeonato Maricá Surf Pro/AM estão reservados aos profissionais. Nesta quinta, foram realizadas 24 baterias, com duração de 25 minutos cada da categoria masculina profissional. Na sexta-feira, será a disputa da categoria feminina e as finais masculina e feminina. No entanto, caso as condições do mar não permitam, as finais das categorias profissionais serão no fim de semana, quando também será o início das categorias Pro-Junior (Masculino e Feminino), Sub-16 (Masculino e Feminino), Sub-14 e Sub-12. A Feserj irá oferecer R$ 30 mil em premiação na categoria masculina e R$ 10 mil na feminina.

Além da disputa pela premiação, os profissionais que forem filiados à Federação começam em Maricá a corrida por uma vaga na triagem da etapa brasileira do CT em 2020, caso esta continue em Saquarema/Rio e caso a WSL continue concedendo uma vaga de wildcard para a Feserj, tanto no masculino como no feminino. Já os surfistas da nova geração disputam 1.000 pontos nos rankings estaduais da FESERJ nas seguintes categorias: Pro-Junior (com R$ 2 mil em premiação), Sub-16, Sub-14, Sub-12, Feminino Pro-Junior (com R$ 2 mil em premiação), e Feminino Sub-16.

O secretário de Esportes e Lazer, Filipe Bittencourt, ressaltou a importância do evento que reúne os melhores atletas do Estado nas categorias profissional e amador. “Mais uma vez ratificamos o potencial da cidade para esportes de praia, como ocorreu semana passada com o Beach Handball na Barra de Maricá, agora estamos solidificando Ponta Negra no cenário do surf. E ao trazermos uma competição dessa magnitude pra cá trazemos mais turistas e movimentamos o comércio do bairro”, declarou.

Membro da Feserj, o surfista Márcio Monteiro, que atua na competição como chefe dos juízes, considera que Maricá tem um potencial imenso para o surf. “Reconhecemos o interesse da cidade em desenvolver o esporte da cidade e isso só nos motiva a continuar trazendo mais competições para cá. Apoiamos a Associação de Surf e Bodyboard de Ponta Negra (ASBPN) e queremos abrir as portas da cidade para o mundo”, ressaltou. De acordo com Márcio, a criatividade nas manobras, o nível de dificuldade, a velocidade e a fluidez são alguns dos critérios avaliados pelos juízes ao dar a nota.

Os amigos, moradores do bairro, Valdir Pacheco, de 65 anos, Altair José da Silva, de 59 anos, e Ricardo César de Matos, de 62 anos, elogiaram a estrutura montada e acreditam que eventos como esses são fundamentais para estimular o turismo. “Movimenta muito o bairro e traz para cá um público diferenciado, além do que coloca a cidade no cenário do surf”, frisou Ricardo. Já para Valdir, a competição serve de exemplos para a nova geração. “É excelente eventos esportivos que incentivem as crianças a praticar esportes e a investir na qualidade de vida e a buscar um estilo mais saudável. Gosto muito de surf, mas, apesar de morar aqui há mais de 40 anos, nunca me arrisquei a pegar onda. Tenho medo e respeito muito o mar”, destacou o aposentado.

O ex-surfista profissional Cristiano Silva, de 43 anos, de Macaé, e Vinícius Duarte, de 39 anos, morador do Recreio dos Bandeirantes, são pais de surfistas competidoras e admitiram sofrer mais do que elas. Para Cristiano, pai de Bruna Neves, de 17 anos, é uma mistura de emoções. “Fico feliz ao ver a minha pequena na água seguindo meus passos, mas, ao mesmo tempo, apesar de acreditar totalmente no potencial dela, me preocupo com a vida dela. Independente do resultado, a experiência aqui em Ponta Negra será excelente para o currículo”. Sobre a vontade de aproveitar e surfar num mar novo, Cristiano disse que o foco é outro. “Sempre que vejo ondas lindas como essas, quero logo entrar e experimentar a sensação, mas aqui minha atenção é outra, por isso, não me arrisquei ainda”, concluiu o pai.