Cães farejadores reforçam segurança no Aeroporto de Maricá
A Prefeitura de Maricá, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), realizou uma operação conjunta com o Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar, a Polícia Civil e a Petrobras para reforçar a segurança no Aeroporto de Maricá. A ação contou com o apoio das cadelas Kitana e Tati, da raça pastor belga malinois, especializadas no faro de armas e entorpecentes.
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Os animais atuaram na inspeção de bagagens de passageiros e circularam pelo saguão do aeroporto, intensificando a fiscalização antes do embarque para plataformas de petróleo. O objetivo é prevenir o transporte de artefatos proibidos e substâncias ilícitas.
De acordo com o 3º sargento Paes, do BAC, a raça é utilizada pelo instinto de caça, o que favorece o trabalho de detecção.
“Fizemos uma ação conjunta para fazer uma varredura com nossos cães de faro de arma e droga e buscar possíveis ilícitos antes do embarque para plataformas. Os cães são utilizados nas buscas tanto em bagagens quanto nas pessoas. A Tati e a Kitana são da raça pastor belga de malinois. O batalhão escolhe essa raça pelo instinto de caça. Para os cães, tudo não passa de um brincadeira de busca por um odor específico em busca de uma recompensa”, explicou o 3º sargento Paes, do Batalhão de Ações com Cães (BAC).
O superintendente de Segurança de Voo do Aeroporto de Maricá, Bruno Marinho, destacou que a operação, além das barreiras já existentes com equipamentos de raios-x, contribui para ampliar o nível de vigilância. Segundo ele, na ação desta semana foram inspecionadas 190 bagagens sem constrangimento aos passageiros.
“Essa ação conjunta eleva o nível de segurança do aeroporto. É um plus a estratégia que temos de sempre com raios-x e identificação das pessoas, passageiros e funcionários. Fizemos vistoria em 190 bagagens sem expor passageiros. Com a parceria, elevamos o nível de segurança”, disse Bruno Marinho, superintendente de Segurança de Voo do Aeroporto de Maricá.
As operações com cães não têm data pré-definida e serão repetidas de forma periódica. Fora dessas ações, o aeroporto mantém as inspeções de rotina por meio de aparelhos de raios-x para bagagens e passageiros.
Fiscalização permanente
Desde janeiro de 2025, o Aeroporto de Maricá tem intensificado o bloqueio de itens proibidos em aeronaves. Nos casos em que são identificados entorpecentes ou armas sem documentação, a Polícia Civil é acionada para realizar apreensão e encaminhar as medidas legais.
Já objetos de porte restrito, como cortantes, inflamáveis e eletrônicos específicos, são retidos no aeroporto. Neste ano, 590 itens foram bloqueados, distribuídos da seguinte forma:
Armas perfurantes e objetos cortantes (facas, canivetes, estiletes, lâminas, tesouras, machadinhas): 86
Substâncias explosivas e inflamáveis (fogos, dinamite, gasolina, álcool, solventes, isqueiros): 62
Substâncias químicas e tóxicas (ácidos, venenos, pesticidas, sprays de defesa): 5
Ferramentas (martelos, chaves de fenda, furadeiras, serras): 35
Líquidos, aerossóis e géis (perfumes, bebidas, cosméticos, cremes, sprays): 5
Outros itens restritos (hoverboards, baterias de lítio, taser): 397