sexta-feira, 18 setembro, 2020
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Maricá

Encontro religioso em Maricá foi marcado por discursos ecumênicos


Encontro pregou o combate a todo e qualquer tipo de preconceito
O espírito ecumênico e o combate à intolerância de qualquer natureza dominaram a pauta do encontro de religiosos realizado na sexta-feira, 15 de outubro, na casa de eventos Palladon, no Flamengo, em Maricá. Promovido pelo Instituto Cultural Afro-Brasileiro e Desenvolvimento Social (Afrobras), Centro de Desenvolvimento da Cultura e Cidadania (Cedec) e pelo Sindsprev-RJ, com apoio da Prefeitura de Maricá, da Fonte para Orientação Religiosa de Matriz Africana (FORMA) e do jornal Vozes do Axé, o seminário marcou, pela voz da religiosa Deusimar de Olissá, o lançamento, no município, da campanha “Quem é de axé diz que é”, para conclamar os adeptos das religiões de raiz africana a declarar a sua fé ao Censo 2010.
A campanha, liderada pelo Coletivo de Entidades Negras (Cen), serve ao mesmo tempo de chamamento à legalização dos terreiros, barracões e centros, um modo de dar maior dimensão à presença dessas religiões na vida brasileira, incentivando a implantação de políticas públicas específicas e garantindo a aplicação dos direitos já estabelecidos em lei.

“Embora o estado seja laico”, disse o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marcos de Dios Coelho, na abertura do evento, “não deve ser omisso no combate à intolerância, que empobrece nosso desenvolvimento. O papel da secretaria é estimular o aumento da participação, é atuar no sentido do ecumenismo. Por isso estamos aqui com grande alegria, num momento em que consideramos ser necessário que a sociedade reaja a esse fundamentalismo hipócrita que grassa em toda parte”. E acrescentou, contundente: “Não importa partido, orientação religiosa ou sexual. É preciso repudiar a perseguição. Democracia supõe diversidade dentro da igualdade.”

Também se pronunciaram em favor da plena liberdade de culto e do congraçamento religioso a subsecretária de Políticas da Diversidade Religiosa, Mônica Fialho, o subsecretário de Políticas da Igualdade Racial, Togo Ioruba, o líder religioso e um dos organizadores do seminário Ademir Silva, assim como todos os palestrantes. Mas esse tema apenas serviu de eixo para a discussão de muitos assuntos ligados à fé, aos rituais, à tradição, à história, à filosofia e a problemas enfrentados pelos praticantes do candomblé, da umbanda, do kardecismo e de outras denominações de matriz africana e de cunho espiritualista.

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