Cineclube Henfil de Maricá apresenta documentário sobre Darcy Ribeiro

O Cineclube Henfil de Maricá presenteia o público com uma edição especial nesta terça-feira (25/03). A partir das 19h, o projeto da Secretaria Municipal de Cultura exibe o filme “Darcy Ribeiro, o guerreiro sonhador” (2007 – Brasil), documentário sobre a vida do intelectual, antropólogo, professor e escritor que se destacou com trabalhos em defesa dos índios e na educação. A sessão é gratuita e acontece na Casa de Cultura (Praça Dr. Orlando de Barros Pimentel, Centro). Os interessados precisam chegar 30 minutos antes para garantir uma senha de acesso.

Com produção e direção de Fernando Barbosa Lima, o documentário traz narração da atriz Cássia Kiss, apresentação da índia Tainá e depoimentos de Oscar Niemeyer, Ziraldo, Leonel Brizola, Sergio Cabral, Cristóvão Buarque, Vivaldo Barbosa, entre outros. Os destaques são duas sequências, gravadas pelo próprio Darcy, entre 1942 e 1949, período em que trabalhou como etnólogo junto às tribos do Pantanal e da Amazônia, que mostram os índios urubus Kadiwéu fazendo suas flechas e outra retratando a história do enterro do cacique bororo Tenente.

O mineiro de Montes Claros trabalhou no Serviço de Proteção ao Índio e colaborou para a Fundação do Museu do Índio e do Parque Nacional Indígena do Xingu, no Mato Grosso do Sul. O educador morou em Maricá e teve sua casa projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em fevereiro de 2009, através de um comodato, a Fundação Darcy Ribeiro passou o espaço para a Prefeitura.

De volta à civilização, Darcy ajudou a estruturar a Universidade Nacional de Brasília, tornou-se seu primeiro reitor e assumiu o Ministério da Educação e Cultura de João Goulart. Com o Golpe Militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e foi exilado no Chile e no Peru. Em 1976, de volta ao Brasil, dedicou-se à educação pública. Durante o governo de Leonel Brizola, foi responsável pela implantação dos Centros Integrados de Ensino Público (CIEP), no Rio de Janeiro. Darcy foi eleito para a cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras e é patrono da cadeira nº 28 do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (MG). Ele faleceu em Brasília, vítima de câncer, em 1997, aos 74 anos.

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