Metodologia inovadora vai custear sustentabilidade em Maricá

IDB Brasil criará uma fundação para gerir Centro de Pesquisas, Casa de incentivo à pesca e a segunda maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de restinga do Rio

Um novo modelo econômico de gestão pretende beneficiar a fauna e a flora de Maricá. A Fazenda São Bento da Lagoa vai criar uma fundação socioambiental para garantir a sustentabilidade do complexo turístico, residencial e esportivo que será construído na região. O projeto, que se encontra em fase de licenciamento, quer entregar aos maricaenses uma cidade mais verde, resgatando as belezas da restinga e da lagoa, típicas da região e, para isso, desenvolveu um método inovador.

Trata-se de um modelo mais interessante para o meio ambiente. A IDB Brasil, empresa responsável pelo empreendimento, criará um macro condomínio (pessoa jurídica) que terá por objeto a gestão e manutenção do projeto desde a sua implantação. Esta entidade assumirá legalmente a obrigação de repassar um percentual fixo das cotas condominiais recebidas dos moradores, hotéis, shoppings e demais condôminos para a fundação, que trabalhará pela gestão ambiental e social da área.

A fundação socioambiental da Fazenda São Bento da Lagoa fará a gestão, direção e cuidará do financiamento do Centro de Pesquisas, da Casa do Caiçara e da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a segunda maior de restinga do estado do Rio. Toda a área vai ter 437 hectares. A pesca local, muito popular desde a fundação da cidade, também ganha incentivo. Através da Casa do Caiçara, a lagoa será recuperada e a comunidade pesqueira de Zacarias, habitante da região desde o ápice da atividade, será diretamente beneficiada.

Um Centro de Pesquisas sobre a biodiversidade local também será erguido, permitindo o estudo de espécies da mata e a pesquisa de novos organismos marinhos. A meta é preservar os ecossistemas de Maricá e multiplicar os trabalhos acadêmicos sobre a cidade. O Centro funcionará como um concentrador de conhecimento sobre a área, e será aberto a instituições de pesquisa de todo o Brasil. O projeto vai contar com o apoio técnico de faculdades e outras instituições de ensino.

No futuro, a fundação atuará de forma independente à IDB Brasil. Também não há gerência por parte do condomínio. O projeto vai contar desde o início com um conselho consultivo – formado por ONGs, institutos públicos e privados, universidades e biólogos –, que vai dar apoio técnico e acompanhar de perto esse trabalho.

Iniciativa privada

Para David Galipienzo, diretor da IDB Brasil, iniciativas do tipo ajudam o poder público a atender demandas muitas vezes de difícil solução diante de um capital restrito e diluído em segmentos.

“O meio ambiente equilibrado é um direito de todos os cidadãos. A IDB Brasil, com recursos próprios, quer colaborar com a administração pública de modo a permitir que a população possa desfrutar integralmente desse direito. Nosso compromisso é conservar, gerir e divulgar uma área que, embora seja privada, tem um enorme interesse público. E estará sempre aberta.”

A Fazenda São Bento da Lagoa já tem licença prévia do INEA e aguarda licença de instalação para iniciar suas obras.

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