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Maricá e Fiocruz fazem parceria para monitorar antigo ‘Lixão do Caxito’

Uma equipe da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) visitou nesta terça-feira (13/08) a área onde ficava o antigo aterro sanitário do Caxito, fechado pela Prefeitura desde março de 2013. A visita é o marco inicial de um convênio firmado entre uma das mais respeitadas entidades de pesquisa científica do mundo e a Secretaria de Cidade Sustentável, que vai monitorar e avaliar os impactos causados por possíveis contaminações por resíduos sólidos e também pelo biogás produzido na decomposição da matéria orgânica.

A pesquisa da Fiocruz será útil para que a Prefeitura atue na região. A engenheira e sanitarista Pâmella Leal, da Secretaria de Cidade Sustentável, afirma que o órgão municipal tem um projeto para remediação da área do antigo aterro sanitário, e que as análises serão fundamentais para isso. “Existem diversas formar de realizar esse projeto e, através desse monitoramento, poderemos saber qual o tipo mais adequado para o que vamos encontrar na região”, projetou ela.

De acordo com a pesquisadora Camile Manarino, o monitoramento foi proposto em um projeto de pesquisa enviado à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) sobre aterros sanitários desativados no estado do Rio, sendo Maricá um dos locais escolhidos.

“Vamos instalar postos de monitoramento, recolher amostras de solo e do líquido nas lagoas. Muitos desses lixões desativados não dispõem de mantas de impermeabilização e esse líquido é levado, muitas vezes, pela própria água da chuva. É o que vamos avaliar com esse material coletado nos laboratórios da FioCruz e da Uerj”, explicou ela, informando que a pesquisa terá duração de três anos.

Ao lado de Camile estava o estudante Gabriel Farias, que cursa doutorado em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Fiocruz. Para ele, o monitoramento vai dar uma noção do tamanho do impacto causado pelos anos de despejo do lixo no local. “Além disso, é sempre bom ver a aplicação daquilo que estudamos no curso e, assim, trazer o benefício à população”, avaliou ele.

O antigo aterro sanitário do Caxito encerrou suas atividades em março de 2013. Desde a época, o lixo recolhido na cidade é levado para o Centro de Tratamento de Resíduos de Itaboraí.

A extinção dos lixões é uma determinação da lei federal 2.305, de 2010, por meio do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelecia a substituição por novos aterros sanitários com preparo no solo (nivelamento de terra com o selamento da base com argila e mantas de PVC extremamente resistentes) para evitar a contaminação de lençol freático, captação do chorume e queima do metano para gerar energia.

O prazo estabelecido para o fim desses depósitos era agosto de 2014, e Maricá cumpriu essa meta com quase um ano e meio de antecedência.