quarta-feira, 5 agosto, 2020
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Maricá

Programas de suporte econômico de Maricá têm freado desemprego

No quarto mês de enfrentamento à pandemia da Covid-19, a restrição na circulação de pessoas em determinados locais, principalmente em estabelecimentos comerciais não essenciais, tem provocado uma redução na economia e, como consequência, gerado demissões em todo país.

No entanto, pelo segundo mês consecutivo, as ações de proteção econômica e social executadas pela Prefeitura de Maricá no combate à doença têm freado a queda dos postos formais de trabalho em Maricá, além de criar novas oportunidades de trabalho. A cidade. com isso, vem sendo um ponto fora da curva dentro da crise causada pela pandemia.

De acordo com levantamento feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao mês de maio e divulgado no último dia 30/06 pelo Ministério da Economia, o município de Maricá manteve o segundo melhor saldo acumulado – de janeiro a maio – dentre os municípios fluminenses com mais de 150 mil habitantes. A primeira posição ficou com Belford Roxo, que gerou 23 novos postos de trabalho. Porém, o município da Baixada Fluminense, quase quatro vezes mais populoso que Maricá, tem um grau de informalidade muito mais alto.

Segundo os índices, na relação entre a quantidade de pessoas contratadas e demitidas, Maricá gerou um saldo positivo de 14 empregos por carteira assinada, resultado de 276 admissões e 262 desligamentos no estoque total de empregos na cidade, em meio à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, Maricá obteve o 5º melhor resultado no Estado do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas dos municípios de São José do Vale do Rio Preto, Seropédica e São Francisco de Itabapoana, todos com menos de 150 mil habitantes, e Belford Roxo.

“O pacote econômico que produzimos para proteção à economia local tem seus efeitos comprovados a partir dos resultados que já começamos a obter. Os números registrados pelo Ministério da Economia referentes ao Caged, demonstram que mesmo com a forte política de isolamento social, Maricá está conseguindo manter a estabilidade no emprego e proteção aos trabalhadores informais”, avaliou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio, Indústria, Petróleo e Portos, Magnum Amado, referindo-se às ações de proteção econômica como o Programa de Amparo ao Trabalhador (PAT) e o Programa de Amparo ao Emprego (PAE).

Neste último, o município concede o pagamento de um salário mínimo (R$ 1.045), durante o período de três meses, ao empregado vinculado a microempreendedor individual (MEIs) e a trabalhadores de micro e pequenas empresas instaladas na cidade com até 49 funcionários. Ao todo foram 266 empresas aprovadas pelo programa que vai proteger 2.183 empregos formais.

O documento do governo federal aponta que no mês de maio, o resultado no conjunto de empregos no Estado do Rio de Janeiro foi negativo com menos 35.959 vagas, o que significa uma variação de menos 1,1% no estoque total de empregos celetistas. Já com relação ao acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Estado do Rio de Janeiro perdeu 164.226 postos de trabalho, o que significa uma variação de menos 5% no estoque do emprego em todo o Estado. Enquanto isso, Maricá teve uma perda de 78 postos, o que representa uma variação de menos 0,4% do total do seu estoque.

“Esse saldo é menor do que vínhamos apresentando no Caged nos últimos 24 meses. Mas, considerando o contexto de crise decorrente da pandemia, esse saldo é positivo. Isso significa que Maricá está conseguindo manter o seu estoque de empregos por carteira assinada. No comparativo com outros municípios, a cidade acaba se destacando porque o Estado como um todo está perdendo muito emprego nesse contexto”, analisou o gerente de Projetos do Instituto Municipal de Informação e Pesquisa Darcy Ribeiro (IDR), Diego Moreira Maggi.

Comprovando a resiliência do município em manter e gerar novos empregos através dos programas implementados pela Prefeitura, o cozinheiro Amauri Ferreira dos Santos, de 51 anos, conseguiu um novo trabalho em meio à crise sanitária, depois de ficar dois meses desempregado.

“Estou muito feliz com essa nova oportunidade. Para mim, está sendo muito bom porque abre um leque de possibilidades na minha profissão. Eu saio um pouco da cozinha de restaurante em e entro na de pizzaria. Estou aprendendo uma profissão nova”, comentou o cozinheiro que agora trabalhará em uma pizzaria no centro da cidade.

Assim como Amauri dos Santos, a balconista de laticínios Carolina Pinheiro da Costa, de 19 anos, também ganhou uma nova oportunidade nesse período em que muitos estão perdendo emprego. “Conseguir um novo trabalho é muito satisfatório. Ficar desempregada é muito ruim ainda mais com um filho de três anos para criar porque as necessidades vão aparecendo e o desespero vai batendo. Foi uma oportunidade muito boa de ter começado a trabalhar aqui”, relatou a nova funcionária de um mercado no bairro Flamengo.

No âmbito nacional, o Caged indica que o país perdeu 331.905 empregos por carteira assinada somente no mês de maio. No acumulado de janeiro a maio, a perda chega 1.144.875 vagas, ou menos 2,9% do estoque brasileiro de empregos celetistas. Até este momento, o pior mês foi abril, quando o saldo foi de menos 902.841 vagas.

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