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sábado, outubro 16, 2021

Niterói apresenta projeto para criação da Moeda Social Arariboia

O prefeito de Niterói, Axel Grael, apresentou nesta quinta-feira (17) a mensagem-executiva que cria a Moeda Social Arariboia em Niterói. O objetivo do programa é gerar emprego e renda em regiões de maior desigualdade socioeconômica dentro do município.

A ideia é que a Arariboia seja usada como moeda local circulante, aquecendo e movimentando a economia nas comunidades. Esse é um dos projetos da Prefeitura para a retomada econômica de Niterói no período pós-pandemia. A mensagem-executiva que prevê a criação da moeda foi entregue para os vereadores Andrigo Carvalho e Verônica Lima em solenidade no Solar do Jambeiro.

Axel Grael ressaltou as ações que Niterói vem implantando desde o início da pandemia não só com medidas de mitigação econômica, mas também de cuidados sanitários e com a saúde da população. Para ele, a criação da moeda social é um passo muito importante para o combate à pobreza no município.

“A pandemia levou mais 150 milhões de pessoas no mundo para a pobreza e temos mais de 61 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Mas em Niterói fizemos grandes investimentos para formar a retaguarda hospitalar, implantamos uma rotina de sanitização da cidade, e criamos programas de apoio às famílias mais pobres através dos programas Renda Básica Temporária e Busca Ativa, que beneficiam mais de 50 mil famílias. Além disso, desenvolvemos programas de apoio às micro e pequenas empresas. Agora em julho, vamos ultrapassar R$ 1 bilhão investidos no enfrentamento a Covid-19. Não conheço outra cidade que tenha feito tanto esforço quanto a cidade de Niterói”, ressaltou.

“Dentro desse processo, apresentamos hoje uma medida que vai impactar a vida das pessoas que mais precisam de apoio. Essa política econômica contempla a criação de uma moeda social, a Moeda Arariboia, que terá um banco comunitário, com a primeira agência sendo implantada na Zona Norte. O programa vai movimentar a economia da cidade como um todo, mas trazendo a comunidade junto com o processo de desenvolvimento da cidade. Esse é um dos passos que daremos para que a cidade retome a sua normalidade o mais rápido possível e que o momento pós Covid-19 seja ainda melhor”, disse Grael.

O projeto da Moeda Social Arariboia prevê contemplar as famílias em situação de maior vulnerabilidade, cadastradas no CadÚnico. A moeda poderá ser usada nos comércios locais cadastrados, sejam eles padaria, pequenos mercados, hortifrutis e pequenos produtores e outros, fazendo o dinheiro circular dentro da própria comunidade. O benefício pode variar de acordo com o tamanho da família (de até seis pessoas), porém apenas um membro da família poderá receber. A mensagem executiva precisa ser aprovada na Câmara de Vereadores para começar a valer. A Prefeitura de Niterói fará um investimento mensal de R$ 5,6 milhões no programa.

O secretário municipal de Assistência Social e Economia Solidária de Niterói, Vilde Dorian, afirmou que o programa ressalta a vocação de vanguarda de Niterói no desenvolvimento de políticas públicas para a população mais carente.

“O trabalho de desenvolvimento da moeda social envolveu várias secretarias e órgãos públicos. Essa união com certeza levará a mais um projeto vitorioso para Niterói e representa mais um avanço da nossa cidade, tanto no desenvolvimento e aplicação da Política Municipal de Economia Solidária, sancionada no ano passado, como na preocupação que nosso prefeito e o governo de Niterói tem com o desenvolvimento econômico aliado ao combate às desigualdades sociais, sobretudo nesse momento de crise sanitária e aprofundamento da pobreza em nosso país”, destacou Vilde.

O projeto segue como mensagem-executiva para aprovação na Câmara de Vereadores e deve beneficiar cerca de 27 mil famílias. O benefício médio vai girar em torno de R$ 300. Os beneficiados são referenciados do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Com a criação da Moeda Social Arariboia, além do projeto de mitigação dos efeitos econômicos, ainda se espera uma ampliação do cadastro formal de empreendimentos comerciais e a diminuição das desigualdades regionais. Além disso, o projeto prevê a criação de um fundo que vai gerar e operar a moeda social.

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