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Prefeitura de Maricá ‘visitou’ aeródromo municipal na véspera da queda do avião no Centro

Queda de avião deixou o piloto morto e o aluno de uma escola de aviação ferido. (Foto: Magno Gomes)

Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (05) mostra dois veículos da Guarda Municipal de Maricá interditando a pista de voo do Aeródromo Municipal Laélio Batista um dia antes da queda de um avião que deixou o piloto morto e um ferido, no Centro de Maricá no dia 11 de setembro.

O vídeo mostra uma viatura e um carro descaracterizado da guarda ocupando a pista enquanto uma aeronave de prospecção, que presta serviços para ao Governo Federal, com autorização do Ministério da Defesa, estava se preparando para pouso.

Queda de avião deixou o piloto morto e o aluno de uma escola de aviação ferido. (Foto: Magno Gomes)
Queda de avião deixou o piloto morto e o aluno de uma escola de aviação ferido.
(Foto: Magno Gomes)

Por segurança, foi avisado que os veículos se encontravam bloqueando a pista e ficou sobrevoando a área até que a mesma fosse liberada, para tal, o piloto da aeronave efetuou um rasante para demonstrar o interesse no pouso.

Dia Seguinte

Na tarde do dia 11 de setembro de 2013, um avião monomotor caiu no Centro de Maricá e deixou o piloto morto e um jovem de 19 anos ferido. O caso ganhou repercussão nacional e a Prefeitura de Maricá decidiu, no mesmo dia, fechar o aeródromo.

Água no motor

Dias depois em entrevista para a Rádio CBN, um piloto que trabalha no aeródromo de Maricá comentou que havia suspeita que ladrões roubavam gasolina das aeronaves durante a noite. Segundo ele, os bandidos trocavam o combustível por água, o que poderia ter causado a queda do avião no dia 11/09.

Após a queda do avião, a Prefeitura interditou o Aeródromo Municipal. (Foto: Magno Gomes)
Após a queda do avião, a Prefeitura interditou o Aeródromo Municipal.
(Foto: Magno Gomes)

Interesses

A Prefeitura de Maricá já estava querendo ‘tomar’ o Aeródromo Municipal há tempos. Há o interesse de privatizar a área e fazer do local um aeroporto para voos comerciais e domésticos, com previsão de expansão do local para atender às demandas não só do Comperj, mas também dos investimentos que o prefeito diz estar trazendo pra cidade.

As investigações seguem em busca de elucidar os fatos da queda da aeronave. Peritos da Aeronáutica e da ANAC estão buscando evidências para finalizar o inquérito. O aeródromo segue fechado com guardas municipais de sentinela 24 horas por dia no local.

A Prefeitura Municipal de Maricá enviou uma nota através da Secretaria de Comunicação, confira na íntegra:

– No momento em que a equipe de reportagem estava no local não havia qualquer interdição da pista do aeroporto e o trânsito das viaturas oficiais estava resguardado pela legislação aeronáutica, uma vez que em terminais sem auxílio ao pouso tais operações só são permitidas legalmente dentro das chamadas Visual Flight Rules (VFR). Ou seja, só podem ocorrer após o nascer do sol e até o pôr do sol, nunca depois. Como os próprios vídeos registrados comprovam, a aeronave tocou a pista após as 18h e sem as condições de visibilidade previstas na VFR, fato este, aliás, não mencionado na reportagem.

– A irregularidade foi flagrada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, que havia entrado no aeroporto apesar de as empresas que até então controlavam (irregularmente, cabe ressaltar) o espaço terem negado o acesso. A secretaria é a responsável pelo aeródromo dentro da Prefeitura e informou à Agência Nacional de Aviação Civil sobre as condições da aterrissagem. Caberá à ANAC apurar e tomar as providências cabíveis.  

– Pelos poderes delegados à administração municipal através do convênio com a Secretaria de Aviação Civil, a Prefeitura detém o controle do aeródromo municipal de Maricá. Sendo assim, não cabe a uma autoridade do município, no exercício de sua função, pedir permissão a quem quer que seja para entrar naquele espaço público. O mesmo não se pode dizer da equipe de reportagem, uma vez que nenhum pedido de acesso de jornalistas ao local foi encaminhado ao setor competente por ocasião da referida matéria, como é de praxe com todos os veículos.

– Ao contrário do que a reportagem afirma, a Prefeitura apenas defendeu o interesse da coletividade ao recuperar, no dia 11/09, o controle sobre um equipamento público há anos utilizado irregular e indevidamente por empresas privadas, conforme atestou o Tribunal de Contas do estado e o próprio Ministério Público. A medida foi considerada legal pela Justiça – que a avalizou –  e correta pela Agência Nacional de Aviação Civil, que esteve no local e não observou qualquer irregularidade ”. 

Veja o vídeo:

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