domingo, 7 junho, 2020
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Maricá

Maricá poderá ter Praça da Escrava Anastácia


A Secretaria de Direitos Humanos de Maricá, através da Subsecretaria de Diversidade Religiosa, recebeu o pedido da entidade denominada FORMA (Fonte para Orientação Religiosa de Matrizes Africanas), de construção da Praça Escrava Anastácia.

O pedido de formatação do projeto, que inclui um obelisco em forma de pelourinho e um busto da escrava, além de um velário, foi enviado à Secretaria de Assuntos Federativos, que agilizou o processo preparando gráficos, memorial descritivo e planilha de custos. O logradouro escolhido para abrigar a nova praça, fica na confluência das Ruas Soares de Souza com a Rua 1º de Abril, em frente ao Cemitério Municipal.

Ante-projeto

Uma minuta do projeto foi apresentado pelo subsecretário de Diversidade Religiosa Antonio Chagas Marreiros, o “Liminha”, ao Chefe do Executivo, que se mostrou sensível à reivindicação. Aprovado, o projeto terá de passar ainda para aprovação da Câmara de Vereadores, para sanção definitiva do prefeito. No dia 15 de abril, no Auditório Darcy Ribeiro, na Casa de Cultura de Maricá, haverá uma reunião com os dirigentes das casas de religiosidade de matriz africana, onde serão discutidas pautas de interesse, como a criação de mais espaços para cultos afro-brasileiros.

História

Anastácia, nome cristão de batismo, foi uma escrava africana que viveu no Brasil no século XVIII, por volta de 1740. A mordaça de ferro era um castigo aplicadas aos escravos nas minas, para que não engolissem ouro ou pedras preciosas. Anastácia foi amordaçada a mando de seu senhor, por recusar-se a manter relações sexuais com ele. Rebelando-se contra a tirania do senhor branco, foi torturada e morta. É considerada heroína, assim como Zumbi dos Palmares, pelos afrodescendentes.

Maiores informações pelos telefones 7126-3090/2634-1837.

Texto: Fernando Uchôa     Gráfico: Secretaria de Assuntos Federativos
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