sábado, 4 julho, 2020
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Maricá

A importância da inserção da juventude na política maricaense

Por Renan Mendonça
A juventude é vista, muitas vezes, como problema, mas também como solução para o país. Expressões do tipo “juventude perdida”, “juventude viciada, violenta”, vão de encontro a frases célebres como: “os jovens são o futuro do Brasil”. 
Para entender a juventude é preciso conhecer as transformações e o que significam na vida de cada um… Seus sonhos, seus desafios, suas dificuldades. Daí, um grande número de estudos, discussões, projetos e debates sobre o tema são realizados no Brasil e no mundo. Como exemplo da situação atual da juventude no Brasil, vale estudar alguns dados que colhi, via internet, em diversas pesquisas:
  • De cada 2 desempregados no país, 1 é jovem. Mesmo entre os que trabalham, somente 35% tem carteira assinada, e a grande maioria está na informalidade;  
  • Os jovens são os que mais matam e, ao mesmo tempo, os que mais morrem em acidentes de trânsito;
  • Homicídio já é a principal causa de morte entre jovens. A cada duas mortes de jovens entre 15 e 24 anos, uma é por homicídio;
  • Jovens entre 18 e 24 anos representam 2/3 da população carcerária no país;
  • Estima-se que aproximadamente 9 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos vivam na indigência, com renda per capita de menos de US$ 30 dólares mensais;
  • 22% das jovens entre 15 e 19 anos já são mães. A grande maioria, solteiras;
  • Mais de 1 milhão de jovens não estudam nem trabalham, vivendo integralmente o chamado “ócio juvenil”;
  • Ainda há 1 milhão de jovens analfabetos e metade deles moram em áreas rurais;
  • A necessidade de trabalhar para completar a renda familiar ainda é o maior motivo para jovens abandonarem a escola;
  • De cada 15 jovens brasileiros, apenas 5 conseguem chegar ao ensino médio e só 1 ao ensino superior;
  • 87% dos jovens nunca entraram num teatro ou num museu;
  • 60% nunca frequentaram cinemas ou bibliotecas;
  • 59% não frequentam estádios nem ginásios esportivos.
O quadro é alarmante. E, diante disso, os movimentos organizados de juventude, ao lado de entidades representativas e instituições acadêmicas, vêm reivindicando a inclusão das políticas públicas de juventude na pauta da agenda governamental nas esferas nacional, estadual e municipal. O Governo Federal, reconhecendo a importância de um espaço para a elaboração e execução de políticas para a juventude, criou a Secretaria Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Juventude, que coordenam e/ou acompanham projetos bem-sucedidos como o Pró-Jovem, Pro uni, Agente Jovem, Primeiro Emprego, Escola de Fábrica, Juventude e Meio Ambiente, Pronaf Jovem e Nossa Primeira Terra. Esse esforço governamental aponta para uma nova direção e um novo desafio para a juventude, que é a organização e a participação política dos jovens.
Não basta ficar esperando que a sociedade, da noite para o dia, comece a se preocupar com os anseios e demandas juvenis. É importante que os próprios jovens comecem, desde a escola, a se interessar pela política e atuem diretamente, cobrando responsabilidades de governantes, propondo ações e participando de fóruns, conselhos e eleições dos grêmios estudantis, que são de suma importância para a participação direta dos alunos.
Ao analisarmos a história do País, veremos que praticamente todas as importantes mudanças e conquistas da nação brasileira contaram com a participação ativa da juventude. A primeira manifestação estudantil ocorreu em meados do séc.XVII, ainda na época do Brasil Colônia, quando algumas centenas de estudantes, armados de punhais e umas poucas armas de fogo, impediram a invasão francesa à cidade do Rio de Janeiro. Depois disso, houve uma grande e importante participação jovem na Inconfidência Mineira. Um pouco mais tarde, movimentos assinados por jovens recém-chegados da Europa, influenciaram positivamente na abolição da escravatura e na Proclamação da República.  Na década de 60, entidades estudantis e juvenis estiveram à frente da campanha “O Petróleo é Nosso” e contra a ditadura militar que interrompeu o processo democrático, os direitos civis, e também a vida de lideranças políticas jovens, como Edson Luís, Honestino Guimarães e Alexandre Vanucchi, mortos nos porões da ditadura Militar.          
Atualmente, a juventude é a faixa etária com maior número de brasileiros. Existe a necessidade de estar presente em todas as instâncias das necessidades diárias do povo brasileiro, enfrentando os desafios sociais existentes, com plenas condições de criação de bases para o desenvolvimento do país. A organização é fundamental. Seja politizado e pratique a democracia participativa.
O Movimento Estudantil de Maricá vem se organizando, buscando seu espaço, reivindicando melhorias na educação, cobrando do poder público iniciativas para melhorar a qualidade de vida da população e da juventude.
Jovem, se você quer um futuro melhor para si mesmo e para sua cidade, participe deste processo de transformação. A transformação passa por você!!!
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