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Maricá 200 Anos: Festa com muito samba no dia do aniversário

Time de elite se reuniu para fazer plateia sambar na Praça Orlando de Barros Pimentel. Público gostou do que viu e ouviu e curtiu a noite ao bom som do samba.

O dia em que Maricá completou 200 anos de emancipação (26/05) foi marcado por uma grande festa de samba. O palco montado na Praça Dr. Orlando de Barros Pimentel, no Centro, recebeu um time de elite do chamado ‘samba de raiz’ carioca, formado por Jorge Aragão, Almir Guineto, Sombrinha, Reinaldo, Diogo Nogueira e o grupo Fundo de Quintal. Ao lado deles estava o cantor e compositor Claudinho Guimarães, uma das estrelas do projeto maricaense Samba di Buteco. Todos cantaram acompanhados da banda Samba Social Clube (que dá nome ao espetáculo) e por dançarinos da companhia de Carlinhos de Jesus. 

Nos bastidores, o clima era de camaradagem e muito bate papo entre os sambistas. “Essa reunião representa uma resistência da tradição do samba. É sempre uma satisfação estar com essa rapaziada”, exaltou Claudinho, que teve suas palavras endossadas pelos músicos do Fundo de Quintal. “Nossa ideologia musical sempre foi a mesma, a forma mais simples de se fazer samba”, afirmou Ubirany, acrescentado que é sempre um prazer renovado estar em Maricá. “Temos uma receptividade enorme sempre que estamos aqui”, garantiu.

Cada um dos artistas teve um set rápido com, no máximo, cinco canções. O primeiro a subir ao palco foi Diogo Nogueira, que mostrou sucessos recentes como “Deixa eu te amar” (clássico de Agepê) e “Verdade Chinesa” (consagrada na voz de Emílio Santiago). Em seguida, ele trouxe um pout-pourri que emendou “Vazio”, “Todo menino é um rei” (ambas sucessos de Roberto Ribeiro) e “Coração em Desalinho” (conhecida com Zeca Pagodinho). Claudinho Guimarães subiu em seguida e cantou seu repertório, que tinha sua composição “Quando a Gira Girou” (parceria com Serginho Meriti gravada por Zeca). 

O Fundo de Quintal entrou logo depois e mostrou toda a experiência de mais de 30 anos de estrada. Eles apresentaram o clássico “Trem das Onze” (de Adoniran Barbosa) e sambas conhecidos de seu repertório, como “Água de chuva no mar” e “Na onda do cacique”. Ex-integrante do grupo, Sombrinha veio em seguida e mostrou composições como “Alto Lá” (dele, Arlindo Cruz e Zeca) para depois atacar com “Vivo Isolado do Mundo” (de Candeia) e “O show tem que continuar” (de Luiz Carlos da Vila). Junto com ele, estava a corte do Carnaval de Maricá, formada pelo rei Momo João Bonfim, a rainha Marilda Jantorno, a princesa Helen Caroliny Mendonça e a madrinha Flávia Moraes.

Já Jorge Aragão, que informou ao público não se sentir bem por conta de um forte resfriado, precisou da ajuda do amigo Claudinho Guimarães, que o auxiliou nos vocais de apoio. O cantor pediu desculpas e agradeceu à plateia pela compreensão, e apresentou o clássico “Coisa de Pele” antes de se despedir. “É a mesma sensação boa que sinto há mais de 30 anos”, garantiu ele. O público entendeu o esforço do cantor e aplaudiu de maneira efusiva. Para fechar a noite, Reinaldo cantou canções conhecidas nas rodas de samba cariocas e Almir Guineto relembrou sucessos do auge de sua carreira, como “Mordomia” e ‘Caxambu”.

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