Início Notícias de Maricá Moradora de Maricá faz campanha para pagar cirurgia nos EUA que pode...

Moradora de Maricá faz campanha para pagar cirurgia nos EUA que pode salvar sua vida

Flávia vive ligada a uma máquina, que oferece os nutrientes que seu intestino não absorve. Foto: Paulo Nicolella / Agência O Globo.

Por Wilson Mendes – Jornal Extra

Se fosse possível estipular um preço para ver os filhos crescerem, para continuar vivo, qual seria? Para a atendente de telemarketing Flávia Costa, de 26 anos, esse valor é bem preciso: um milhão de dólares. Esse é o custo total do tratamento de que ela precisa, que envolve transplante total de intestino, estômago, esôfago e pâncreas. A cirurgia será feita em Miami, nos Estados Unidos. Mas apenas se ela – que mora em Maricá, na Região Metropolitana do Rio – conseguir juntar esse dinheiro todo. Por isso, a campanha não para.

— A gente pede na internet, faz bazar, gincana. Mas é um valor muito alto. Como é a única solução, estou confiante de que vou conseguir — diz Flávia, com lucidez, apesar das cinco doses diárias de morfina.

Flávia Costa (deitada no sofá), com o marido Vagner Peres e as filhas Maria Eduarda, de 7 anos, e Giovana, de 5. Foto: Paulo Nicolella / Agência O Globo
Flávia Costa (deitada no sofá), com o marido Vagner Peres e as filhas Maria Eduarda, de 7 anos, e Giovana, de 5. Foto: Paulo Nicolella / Agência O Globo

Mas a luta não é apenas pelo dinheiro. É também contra o relógio, uma vez que, no melhor prognóstico, ela pode viver mais dois anos da maneira que está: presa a uma máquina que injeta nas veias e artérias os nutrientes que o seu intestino não é capaz de absorver:

— Como apenas para sentir o gosto, para ter esse momento com a família. Não precisaria. A máquina me nutre, mas me impede de viver de verdade. Eu sobrevivo, apenas. Peso 34 quilos. Essa aparência é inchaço.
Mãe de duas meninas, de 7 e 5 anos, Flávia começou a ter problemas de saúde aos 15. Com síndrome da pseudo obstrução intestinal, ela tirou, ao longo dos anos, em nove cirurgias, quase todo o intestino. A segunda operação foi feita menos de dois meses após a primeira. Até 2009 ela conseguia trabalhar, mas a doença avançou e, há um ano e meio, a prendeu definitivamente à máquina.
— Eu luto pelas minhas filhas, para que elas tenham mãe. Não consigo cuidar delas como deveria, mas faço questão dos momentos — afirma Flávia, obrigada a dividir com a sogra os cuidados com elas.

País ainda engatinha

No Brasil, a técnica de transplante multivisceral ainda é experimental. Nenhum dos dez pacientes que se submeteram ao tratamento, em São Paulo, sobreviveu.
O Ministério da Saúde anunciou, em maio, uma cooperação com a Argentina para treinamento de brasileiros nesta intervenção.
— O transplante é o melhor caminho para ela, dada a gravidade do caso. O organismo é incapaz de absorver nutrientes. Pela experiência brasileira, infelizmente, uma operação dessas no Brasil é fadada ao insucesso — avalia o médico Luiz Armando, que a acompanha no Brasil.
Enquanto uma solução não chega, a campanha segue também pela internet, no site www.salveflaviacosta.com.br.

COMO DOAR
Banco do Brasil
Flávia Santana Costa
CPF: 123.365.377-61
Agência: 2280-2
Poupança: 41322-4
Variação: 51
Caixa Econômica
Flávia Santana Costa
CPF: 123.365.377-61
Agência: 4724
Poupança: 2398-0
OP: 013

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Favor colocar seu nome aqui